Estudo mostra que 25% dos paraenses foram vítimas de golpes digitais no último ano

Um quarto da população paraense perdeu dinheiro por algum crime digital nos últimos 12 meses, segundo um relatório divulgado neste mês pelo Instituto DataSenado. A pesquisa considera crimes digitais clonagem de cartão, fraude na internet ou invasão de contas bancárias. O percentual local ficou em 25%, somando 1,63 milhão de pessoas.

Na comparação com outros estados, o Pará aparece na oitava posição em todo o país e em terceiro lugar na região Norte. À frente do Estado ficam São Paulo (30%), Mato Grosso (28%), Roraima (27%), Distrito Federal (27%), Espírito Santo (26%), Rio Grande do Sul (26%) e Amazonas (25%). Já a média do Brasil ficou em 24% no último ano, ou seja, 41,5 milhões de pessoas.

Advogado e membro da Comissão de Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará (OAB-PA), André Freire afirma que crimes como os mencionados na pesquisa tendem a aumentar em épocas como a Black Friday, que está se aproximando, e outras datas comemorativas, quando o volume de transações cresce e os criminosos aproveitam a busca dos consumidores por promoções para aplicar golpes, como o envio de e-mails falsos (phishing) ou sites de compra fraudulentos.

Vulnerabilidade

Segundo o especialista, algumas características tornam as pessoas mais vulneráveis a crimes digitais. “Indivíduos menos familiarizados com o uso de tecnologias, como idosos e pessoas com menos acesso à educação digital, e pessoas desatentas tendem a ser os principais alvos. Durante períodos de grande movimentação, essas pessoas são mais propensas a cair em armadilhas ao tentarem aproveitar ofertas irresistíveis, sem saber como verificar a legitimidade das páginas ou aplicativos usados nas transações”, avalia.

Os principais erros cometidos pelos usuários no Pará, de acordo com André Freire, são o uso de senhas fracas ou repetidas em várias contas, além de clicar em links desconhecidos ou realizar compras em sites não verificados, a exemplo dos que não têm informações disponíveis na internet. Outro erro, na avaliação dele, é não utilizar a autenticação de dois fatores ou deixar de atualizar os sistemas de segurança dos dispositivos (antivírus), sendo práticas que facilitam ataques cibernéticos.

Proteção contra golpes

Para reduzir o risco de serem vítimas de crimes digitais, o membro da Comissão de Direito Digital da OAB-PA indica que os consumidores adotem algumas práticas essenciais, como o uso de cartões virtuais para compras online, habilitar a autenticação de dois fatores em suas contas e manter seus dispositivos protegidos e atualizados.

Outra medida importante é desconfiar de promoções exageradas e verificar a segurança dos sites. Links seguros começam com ‘https’, verifique cuidadosamente o endereço dos sites, muitos quando são clonados podem ter uma letra diferente do site verdadeiro e pode passar despercebido. Também deve-se ter cuidado com aplicativos antes de fornecer qualquer dado pessoal ou financeiro”, destaca.

E, caso sejam vítimas de crimes digitais, os consumidores têm direito ao ressarcimento, segundo o advogado André Freire, principalmente em casos de clonagem de cartões ou fraudes bancárias, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ao perceber que foi vítima de um golpe, afirma, o consumidor deve imediatamente bloquear as transações no banco, registrar um Boletim de Ocorrência (BO) e, se necessário, buscar auxílio junto à Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), ou um advogado de confiança para assegurar o ressarcimento dos valores junto ao Judiciário.

Estados com maior percentual de golpes digitais

Estado – percentual – número de pessoas

  1. São Paulo: 30% – 11.298.942
  2. Mato Grosso: 28% – 761.873
  3. Roraima: 27% – 114.662
  4. Distrito Federal: 27% – 677.129
  5. Espírito Santo: 26% – 865.974
  6. Rio Grande do Sul: 26% – 2.393.494
  7. Amazonas: 25% – 755.354
  8. Pará: 25% – 1.630.700
  9. Rio Grande do Norte: 25% – 695.463
  10. Minas Gerais: 25% – 4.292.412

Fonte: Instituto DataSenado

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