Campos Neto discursou durante o evento online Expert XP, organizado pela XP Investimentos. Na ocasião, o presidente do BC comentou sobre a futura versão digital do real: “O grupo de trabalho da moeda digital está em fase avançada. Estamos começando a falar sobre a tecnologia que vai ser usada”.
Segundo ele, algumas questões importantes envolvendo o projeto já foram resolvidas, o que permitiu esse avanço acelerado. Sem muitos detalhes, Campos Neto disse que o BC “encontrou respostas” para alguns dos questionamentos iniciais a respeito da moeda digital brasileira. “O projeto está avançando bastante rápido”, concluiu.
Ainda há poucas informações sobre o futuro real digital que atualmente está sendo estudado pela autoridade monetária brasileira. As determinações atuais indicam que se trata de uma extensão do real físico, similar aos planos que a China tem para o seu quase completo iuan digital.
Ou seja, ao mesmo tempo que teríamos cédulas e moedas, também teríamos uma versão equivalente digital para movimentarmos de maneira totalmente virtual, com custos reduzidos e maior eficiência.
Seu principal uso deverá ser dedicado para transações no verejo, essencialmente pagamentos. Também chamada de “govcoin”, a criptomoeda do Brasil é totalmente diferente de uma moeda digital como o bitcoin (BTC), por exemplo. Isso porque as CBDCs são sempre lastreadas por um banco central, caraterizando-as como centralizadas ao invés de decentralizadas, como é o caso dos mais populares ativos digitais do mercado.
O real digital pode virar realidade entre 2022 e 2023, segundo as estimativas do Banco Central. Estamos falando de um prazo consideravelmente mais curto do que outras criptomoedas estatais que se encontram na mesma etapa de pesquisas e discussões, como o possível euro digital, que é previsto para 2026. No caso dos Estados Unidos, o Congresso americano ainda pondera se a CBDC existirá ou não.
No final de maio, o BC anunciou as diretrizes para a criação do real digital, determinando que serviria como uma extensão da moeda física nacional. Idealmente, a CBDC brasileira funcionaria até mesmo offline e traria suporte para pagamentos com cartões e de maneira completamente digital.
Na época, Fabio Araujo, da Secretaria Executiva do BC, explicou em comunicado que o real digital seria “uma nova forma de representação da moeda já emitida pela autoridade monetária nacional, ou seja, faz parte da política monetária do país de emissão”. Essas diretrizes começaram a ser elaboradas em agosto de 2020, pensadas principalmente para seu funcionamento, suas garantias legais e premissas tecnológicas.
O Banco Central ainda não compartilhou detalhes sobre a rede da moeda digital brasileira, mas, seguindo a tendência das outras CBDCs existentes e em planejamento no resto do mundo, a autoridade monetária nacional deverá criá-la dentro da tecnologia blockchain para garantir sua segurança, transparência e uso prático a baixos custos. Por fim, seu valor deverá ser estável e provavelmente equivalente ao real físico.
A CBDC do Brasil está sendo pensada também para pagamentos transfronteiriços a fim de facilitar movimentações internacionais digitais. Araujo disse em maio que o real digital tem “potencial para a aplicação de novas tecnologias, como smart contracts, IoT (internet das coisas) e dinheiro programável, em novos modelos de negócio, que aumentem a eficiência de nosso sistema de pagamentos”.
Além da moeda digital brasileira, o presidente do BC comentou nesta terça-feira a possibilidade de expansão do projeto de open banking da instituição com o chamado “open health”. Trata-se de um sistema, ainda em estudo, de dados abertos e que integraria informações sobre a saúde da população.
O plano já foi discutido com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para ele, a ideia de reunir os dados médicos dos brasileiros, com possível integração também com planos de saúde, reduziria o custo de saúde no Brasil.
Com informações: Poder360
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