Às vésperas do Dia dos Avós comemorado neste domingo (26) a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) orienta sobre a necessária atenção à saúde das pessoas acima de 60 anos de idade, segmento com 755.611 habitantes, o que significa 10% do total da população paraense, que é 7.822.205 habitantes. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Belém, são 132.611 idosos, 9,3% da população.

A atenção básica também é responsável pela aplicação de vacinas voltadas ao público com mais de 60 anos, a exemplo das campanhas anuais contra a gripe. FOTO: JOSÉ PANTOJA (ARQUIVO ASCOM/SESPA).

A Sespa comunica que a população com mais de 60 anos no Pará tem acesso aos serviços do Sistema Único de Sáude (SUS), por meio da Atenção Básica, formada pela Estratégia Saúde da Família, Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Urgência e Emergência e Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família devem referenciar as pessoas acima de 60 anos aos demais níveis de complexidade, como ambulatórios de especialidades, serviços de atenção domiciliar, polos de dispensação de medicação para Alzheimer e Parkinson e rede hospitalar. A atenção básica também é responsável pela aplicação de vacinas voltadas a esse público, a exemplo das campanhas anuais contra a gripe. 

Entre as ações executadas pela Sespa, por meio da Coordenação de Saúde do Idoso, estão as capacitações para a distribuição correta da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, emitida pelo Ministério da Saúde (MS), e assessoria técnica aos municípios na implantação dos serviços de atenção domiciliar, como o Programa Melhor em Casa, desenvolvido pelo governo federal. 

Nota técnica da Coordenação de Saúde do Idoso informa que as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de mortalidade em pessoas acima de 60 anos no Pará, com mais de 37% do número de mortes. As mais comuns são derrame cerebral, infarto e hipertensão arterial. Na sequência há os tumores e doenças do aparelho respiratório, com a pneumonia, e a doença pulmonar obstrutiva crônica, a exemplo do enfisema pulmonar e a bronquite crônica. 

No Pará, interesses em geral das pessoas com mais de 60 anos são tratados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pesssoa Idosa (CEDPI), órgão deliberativo com orientações e normatização de Política Estadual da Pessoa Idosa, vinculado à Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Atualmente, além da Sespa e da Seaster, possuem assento no Conselho Estadual dos Direitos da Pesssoa Idosa, representantes das secretarias estaduais de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), de Esportes e Lazer (Seel), de Educação (Seduc) e de Turismo (Setur), além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Seção Pará), Companhia de Habitação do Pará (Cohab), Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), Serviço Social do Comercio (Sesc), Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil (AFABB) e Federação de Aposentados e Pensionistas do Pará (FAAPA).

A Sespa observa que há quem ainda só associe a pessoa idosa a cabelos grisalhos, passos lentos e perfis ociosos em ambiente doméstico, no entanto, frisa a Secretaria de Saúde, a longevidade traz ao brasileiro mais perspectivas e qualidade de vida, o que envolve desde o acesso a produtos saudáveis, como também a construção de novos projetos e atividades após a aposentadoria e o cuidado contínuo com a saúde.

São mudanças sociais oriundas do aumento da expectativa de vida. Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 29,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país, o que representa 14,3% da população. A estimativa é que, até 2030, esse universo chegue a 41,5 milhões de cidadãos, o equivalente a 18% dos brasileiros.