A verdade sobre a posição da OMS em relação à maconha é que a entidade emitiu um documento com recomendações para reduzir o controle internacional sobre a cannabis. Saiba mais, a seguir

Nos últimos dias vem sendo noticiado em alguns meios que a Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu a cannabis da lista de drogas e que estudos considerados pela entidade revelam que a planta não possui características psicoativas.

A checagem de nossa redação não precisou ir muito a fundo para verificar que se trata de informações falsas. A verdade sobre a atual posição da OMS em relação à maconha é que a entidade emitiu um documento onde lista recomendações para abrandar o controle internacional sobre a cannabis, que pode não ser bem assim. 

Segundo artigo de Alfredo Pascual publicado pelo MJBizDaily, a análise de um órgão de monitoramento das Nações Unidas concluiu que a maioria das recomendações da OMS sobre a classificação da cannabis teria pouco impacto no controle internacional de drogas ou realmente intensificaria seus requisitos.

O Conselho Internacional de Controle de Narcóticos (INCB), com sede em Viena, está atualmente participando de reuniões da Comissão para Drogas Narcóticas (CND) da ONU para preparar os estados membros para uma votação agendada para dezembro. A primeira reunião ocorreu em 24 de junho em formato virtual.

Brasil na contramão

As políticas de drogas estão sendo revisadas em todo o mundo e um número cada vez maior de países vem adotando a flexibilização das leis, principalmente em relação à cannabis. Os tratados sobre substâncias, como a Convenção Única de 1961, estão ultrapassados e precisam ser atualizados, e é por isso que a OMS está recomendando a redução do controle internacional sobre a maconha.

No Brasil, o governo federal segue na contramão e se posiciona contrário às recomendações da OMS sobre a cannabis. No último dia 6, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad) fez uma reunião extraordinária onde decidiu pela oposição.