A Polícia Civil do Pará cumpriu mais quatro mandados de prisão preventiva, em desfavor do médico Orlando Veiga Filho, pela prática do crime de violação sexual mediante fraude.

Segundo o artigo 215 do Código Penal, a Violação Sexual Mediante Fraude caracteriza a conjunção carnal ou a prática de outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. O crime tem pena de dois a seis anos de prisão.

Orlando Veiga Filho foi preso em 13 de julho, após investigações iniciadas ainda este  mês, na Delegacia de Breu Branco, município do sudeste paraense, sobre a prática de abusos sexuais praticados pelo acusado contra uma moradora da cidade.

De acordo com a polícia, a vítima foi submetida a exame de corpo de delito, realizado no mesmo dia da consulta com o médico investigado, que confirmou violência sexual.

De acordo com a Polícia Civil, as buscas no Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) constataram outro inquérito policial, do ano de 2011, contra o médico também pelo crime de estupro contra uma vítima, no município de Itupiranga, também no sudeste estadual. O crime teria ocorrido inclusive dentro do consultório médico da rede pública municipal.

Diante dos fatos, foi decretada a prisão preventiva de Orlando Veiga Filho. Agora, surgiram mais quatro vítimas do médico em Tucuruí, e mais três novas vítimas na cidade do Breu Branco, totalizando até o presente momento nove vítimas.

Em relação às vítimas da cidade de Tucuruí, a Seccional Urbana de Polícia Civil instaurou quatro inquéritos policias para analisar individualmente os casos. O médico foi indiciado novamente pela prática de violação sexual mediante fraude. Desta vez,  quando atuava na especialidade de médico mastologista na rede pública municipal de Tucuruí.